Planejando o Futuro

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Quando se inicia um ciclo, é natural que o ser humano faça um planejamento, organize, trace metas etc. Mas você deve estar pensando: “existem muitas diferenças entre as pessoas; enquanto uns não alteram uma vírgula do seu dia, outros são tão meticulosos em suas programações, que incomodam os que os rodeiam”. Certamente as extremidades existem; todavia, temos uma certeza: todos devem fazer uma escolha, ter um plano e executá-lo, e até aqueles que se negam a esse processo já são vítimas de seus próprios planejamentos, o de escolher a inércia. Planejar positivamente é saudável, já que é uma tentativa de prever parcialmente o futuro, de obter certa segurança no presente, diminuir a angústia e antever alguns resultados desejados. Embora haja momentos que instigam planejarmos quase que obrigatoriamente, como na chegada do novo ano, é óbvio que planejamos a todo instante. Nossa vida como um todo é feita de pequenas escolhas rotineiras que perfazem nossos dias!

A época do ano em que aumenta o índice de planejamento é evidentemente o seu início. Começar um regime, uma academia, mudar de emprego, iniciar um curso, comprar um carro, começar um relacionamento, estes são os que ocupam o topo da lista da maioria das pessoas. Certa vez ouvir dizer que o dia 1º de janeiro era o dia internacional da promessa; todos prometem fazer o possível e até o impossível e no dia seguinte, adivinhem? Dia Internacional da quebra da promessa. Desta forma lanço algumas reflexões: por que precisamos fazer tantos votos quando se inicia um ciclo, muitas vezes além daquilo que podemos? E por que tão facilmente abdicamos de tais planejamentos? E por que, por exemplo, um novo ano não representa a continuidade de projetos existentes, mas sim a necessidade de novos planejamentos, deixando tantos outros inacabados?

Independentemente de como é planejado, ou quais as prioridades em determinadas épocas da nossa história de vida, é certo que todos, uma hora ou outra, temos que planejar, e “a família fornece modelos e influencia diretamente os padrões de conduta dos indivíduos, principalmente se estes estiverem em processo de desenvolvimento, tentando definir os contornos de sua identidade e organizar seu sistema de valores” (Avi & Santos, 2000).

Pensar no futuro talvez seja algo que gere certa cota de angústia, pois fogem do nosso controle os reais acontecimentos.

Por que as pessoas têm essa necessidade de saber o futuro? Seria medo do desconhecido? Tudo que é desconhecido naturalmente pode acarretar receio ou até mesmo medo no indivíduo; entretanto, o medo em seu estágio inicial é algo extremamente saudável, funcionando como uma espécie de proteção, possibilitando que o ser humano se organize psíquica e fisicamente. O perigo incorre quando este medo não é administrado e persiste ao longo da vida, acarretando, muitas vezes, o aparecimento de algumas doenças. Para evitar angústias, medos e desconfortos, muitas pessoas buscam incessantemente saídas que apontem o rumo certo do seu futuro.

O futuro é algo que se pode prever? Conhecer o futuro, saber o que nos acontecerá no próximo minuto ou até mesmo no próximo segundo é algo que não compete a nenhum ser humano. Por outro lado, temos acesso às diversas transformações pelas quais passa o mundo, tais como avanços tecnológicos, médicos e etc. Isto nos ajuda a fazer uma espécie de prognóstico, para onde está caminhando nosso mundo e nossas vidas: a forma de nos comunicarmos, novos medicamentos e tratamentos, antes desconhecidos, nossa rede de relacionamentos.  Desta forma, podemos estar mais preparados, mas nunca certos do que nos acontecerá, embora lembrando que a lei da causa e efeito também acontece em nossa vida:  sabemos que funcionamos numa espécie de plantações e colheitas e certamente colheremos no futuro muito do que plantamos hoje.

Como planejar bem o futuro para viver tranquilamente? Existem algumas vertentes de estudo sobre o homem que buscam estudá-lo em seus aspectos biopsicossocial, ou seja, suas dimensões biológica, psicológica e social. Sem dúvida, o ser humano se forma dentro destas três esferas. Buscar o equilíbrio biopsicossocial seria, sem dúvida, o melhor planejamento para o futuro. Lembrando que quaisquer aspectos físicos, psíquicos ou sociais podem adoecer quando não cuidados, e que um influencia no bom ou mau funcionamento do outro. E quando alguns destes aspectos não estiverem sadios, não hesitem: busquem ajuda de um especialista.

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Termino com uma frase que pode produzir maiores reflexões:

“Meu interesse está no futuro porque é lá que vou passar o resto da minha vida.” (Charles Kettering).

E você? Como tem planejado o seu futuro?

Grande abraço…

Filipe Lopes

www.lopesrh.com.br

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Bibliografia Consultada:

AVI, M. C., & Santos, M. A. (2000). Percepção do relacionamento familiar em mães de adolescentes usuários de drogas. Em M. A. V. Luis, & M. A.

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